Tech Trends Report: 8 tendências em meios de pagamento para ficar de olho

Compartilhar

As tendências possibilitam antecipar cenários futuros em um mundo que está em constante transformação. Cada vez mais, há uma expectativa no ar sobre quais serão as próximas iniciativas inovadoras no setor de tecnologia, economia, educação, saúde, sustentabilidade, etc. Uma das principais referências no tema é a futurista e pesquisadora Amy Webb, Diretora do The Future Today Institute, que faz parte da Escola de Negócios da Universidade de Nova Iorque. Todos os anos, ela apresenta o Tech Trends Report, um estudo fundamental sobre as tendências que vão moldar o futuro e que provavelmente vão redefinir as formas de atuação das empresas daqui para frente.

Recentemente, o conteúdo da 13ª edição foi divulgado nos canais do instituto, apontando 406 tendências estratégicas de tecnologia – um aumento de 28,8% em relação ao ano anterior. A autora divide o relatório em 31 seções, cobrindo novas áreas como mídia sintética, cadeia de suprimentos e logística, biologia sintética, computação quântica, inteligência artificial, blockchain, mudanças climáticas, robótica, criptomoedas e muito mais. 

Tendências para meios de pagamento do Tech Trends Report 2020

Neste artigo, destacamos oito tendências do Tech Trends Report, que envolvem tecnologias promissoras para a indústria dos meios de pagamentos. O relatório analisa e indica estratégias para explorar no setor financeiro, sugerindo novas implicações para empresas e organizações. Conheça cada uma delas: 

1. Empresas de tecnologia agindo como bancos

Grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, estão construindo novos serviços e ferramentas para o setor bancário, ampliando seu portfólio de produto. 

A parceria com os bancos tornou as formas de pagamentos mais ágeis e descomplicadas, o que faz também com que empresas tradicionais precisem atualizar seus sistemas e se adequar ao novo modelo que já é uma realidade e só tende a crescer no futuro. 

Neste texto, exploramos mais a fundo como os bancos e as Big Techs estão se complementando no mercado atual e exemplificamos como algumas das maiores empresas do mundo estão estruturando estes novos serviços. 

2. Inclusão financeira

A inclusão financeira é mais do que um case de impacto social positivo: é uma estratégia de aquisição de clientes voltada para o futuro e um modelo de negócios importante em uma economia global cada vez mais competitiva. 

Uma das referências atuais é a Libra do Facebook, que se coloca como uma criptomoeda global criada para promover a inclusão financeira – um termo usado para descrever o acesso equitativo a serviços financeiros acessíveis para a maior parte da população possível.

O modelo inclui pessoas que não são atendidas, ou minimamente atendidas por instituições financeiras e representa uma nova opção de meios de pagamento que está crescendo no digital. 

3. A ascensão dos fundos quantitativos

Os fundos Quant, traduzidos como “fundos quantitativos”, existem desde os anos 90. Esses fundos, baseados em algoritmos, seguem fatores definidos por humanos e estão assumindo cada vez mais o mercado de ações dos EUA.

Por meio da inteligência artificial, os sistemas vem se tornando mais sofisticados e poderosos, por isso, os investidores em Quant estão agora pedindo aos computadores não apenas para calcular números e executar operações, mas também para identificar os fatores de tomada de decisão. 

A tendência aponta que, à medida em que o sistema incluir mais tecnologia às máquinas, haverá novas vantagens estratégicas para investidores e gestores de fundos no setor econômico.

4. Pagamentos sociais

O relatório prevê mais integrações para sistemas de pagamento social das grandes empresas de tecnologia em 2020, à exemplo do Facebook Pay para WhatsApp, Instagram e Messenger do Facebook.

Os provedores de serviços e pagamentos financeiros estão aproveitando as interações sociais para facilitar as transações financeiras, tornando-se mais uma opção fácil e rápida de transferir dinheiro. 

Por enquanto, e tecnologia só esbarra na regulamentação do governo, que ameaça se tornar mais rigorosa devido à violações de dados e possíveis fraudes no sistema.

5. Países criando moedas digitais

Um dos principais tópicos do Fórum Econômico Mundial de 2020 em Davos, na Suíça, foi o aumento das moedas digitais do Banco Central (CBDCs). No final da conferência, o fórum publicou um conjunto de ferramentas, projetado para ajudar os bancos centrais a investigar esse tipo de moeda, que “poderia ser usada ​​como uma ferramenta para alcançar objetivos políticos, como segurança, resiliência, maior eficiência, acesso e competitividade dos sistemas de pagamentos, além de inclusão financeira. 

Segundo um relatório do Bank of International Settlements, 80% dos 63 bancos centrais ​​estão pesquisando se e quando liberar suas próprias moedas digitais, à exemplo de países como China e Suécia.

6. Modelos automatizados de risco de crédito

Os grandes bancos estão usando inteligência artificial para automatizar a modelagem de risco de crédito. O Spin Analytics inicializa os dados e depois executa os modelos conforme necessário. 

É apenas um exemplo dos serviços automatizados de modelagem de risco de crédito ​​que estão sendo estudados pelos bancos centrais e testados em bancos comerciais, incluindo BBVA e Crédit Agricole.

7. Criptografia de robôs de negociação

Com volatilidade significativa e fluxos de trabalho complexos, pode ser extremamente difícil negociar criptomoedas, mas os bots (robôs) de negociação podem ajudar monitorando os mercados de criptografia 24 horas por dia.

A ideia é enviar instruções para o bot, a fim de que ele execute os comandos. De qualquer forma, a tendência ainda está em fase de testes e pode apresentar falhas.

8. Criptografia de Mining Malware

Os hackers geralmente obtêm acesso a computadores ocultando o software de criptomoeda, colocando em seu lugar atualizações legítimas de marcas de softwares populares. 

Depois que uma máquina é infectada, ela usa seus recursos de computação para extrair as moedas em nome do hacker. Segundo o estudo, vamos continuar vendo o malware de criptografia em 2020.

Quer saber mais sobre as perspectivas de mercado em 2020? Continue do Blog da Conductor e veja as 5 tendências para o varejo brasileiro este ano.

Posts relacionados

Prevenção a fraudes: como minimizar os riscos e impulsionar seus negócios ao mesmo tempo?
Financeiro

Prevenção a fraudes: como minimizar os riscos e impulsionar seus negócios ao mesmo tempo?

O maior desafio para os emissores é intensificar as barreiras para prevençã...

Conta digital: sua empresa também pode oferecer serviços financeiros
Financeiro

Conta digital: sua empresa também pode oferecer serviços financeiros

Onboarding digital: muito além da digitalização do papel
Financeiro

Onboarding digital: muito além da digitalização do papel

Um processo de onboarding digital de qualidade é essencia...

Receba nosso conteúdo exclusivo

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência no nosso site. Acesse a nossa Política de Privacidade para saber mais ou gerenciar suas preferências pessoais em Cookie Settings. Ao usar o nosso site, você concorda com o uso de cookies.